29.6.09

In Neverland (Tributo a Michael Jackson)

"Human Nature"; "Will You Be There"; "USA For África - We Are The World"; "You Are Not Alone", "Heat The World"; "Black Or White"; "Thriller"; "They Don´t Care About Us"...

São obras de um gênio transformador, quase perfeito;
de um ídolo universal que se eternizou.
N´alma, carregava a dor de sua infância roubada,
de sua adolescência comprometida,
e de sua maturidade que não conseguia construir
de forma satisfatória e plena.

Michael anjo negro, mutante...Único!
Extremamente estético, criativo e inovador;
no palco, toda a sua vida;
fora dele, fantasia, fantasmas e solidão.

Dos sacrifícios impostos por seu pai, desde cedo,
e que paradoxalmente o lançou na vida artística;
ficaram as dores e os traumas que o fez uma metaforse constante.
Mas seguiu determinado e conquistou os corações mundo afora,
mesmo com a obsessão de ser um Peter Pan, como ele mesmo se definia.

Assim foi até o fim, King Of Pop!
Famoso, indefeso, indefinido, excêntrico...,
Um gigante na arte de compor e dançar,
que encantou o planeta e que agora partiu,
definitivamente ao encontro de sua paz in Neverland.


J.Carvalho 26.06.2009

Franklin D. Roosevelt

" Faça o que você pode,com o que você tem,
aonde você estiver"


Franklin Delano Roosevelt(ex-presidente USA)

26.6.09

Michael Jackson ( O mito Autofágico)

Decifra-me ou te devoro...

Decifra-me ou te devoro...
Assim dizia a esfinge mitológica em Édipo Rei, de Sófocles, propondo a todos que passavam o quebra-cabeça mais famoso da história, conhecido como o enigma da esfinge:
Que criatura pela manhã tem quatro pés, ao meio-dia tem dois, e à tarde tem três?
Na sequência ela estrangulava e devorava o pobre passante que se mostrava incapaz de desvendar o enigma. Daí a origem do nome esfinge, que deriva do grego sphingo, que quer dizer estrangular.
Édipo resolveu o quebra-cabeça: O animal é o homem: engatinha quando bebê, anda sobre dois pés na idade adulta, e usa uma bengala quando é ancião.
Furiosa com tal resposta, a esfinge teria cometido suicídio, atirando-se em um precipício. Versão alternativa diz que ela devorou a si mesma.
Lembrei-me dessa história diante da avalanche de notícias sobre a morte de Michael Jackson.
Não é para menos. A carreira do astro pop é uma exuberância de números, recordes excentricidades e escândalos. Pelos menos 40 anos na mídia! Se considerarmos que morreu aos 50, é mesmo um fenômeno.
Comparo a figura do astro americano à história de um outro negro famoso, o nosso Pelé. Algum tempo atrás, numa entrevista, um repórter perguntava porque o astro do futebol se referia a si mesmo sempre na terceira pessoa, como se “o Pelé” fosse uma entidade, e o Edson Arantes do Nascimento, outra.
Pelé respondeu, primeiro com um sorriso. E completou: “faço isso para sobreviver. O mito, Pelé, alcançou tal fama e poder que corria o risco de engolir, devorar o Edson. Se o Edson queria ter vida privada, um cotidiano minimamente normal, não poderia se confundir com o Pelé, teria guardar distância dele. A lenda, o mito, a fama, pertencem a Pelé. O Edson é um cidadão quase comum...”.
Sábio o nosso Edson. Decifrou o enigma, o que levou o garoto pobre de Três Corações ao título de atleta do século. Ganhou todos os títulos que poderia ganhar, deixando a imagem fantástica de um jogador de futebol que já fazia arte, antes que câmeras múltiplas registrassem, por todos os ângulos, seus dribles mágicos, suas jogadas e gols inesquecíveis.
Já pensou se Pelé jogasse hoje? Teriam que inventar palavras que fossem além de fenômeno...
Michael Jackson não teve a mesma sorte ou capacidade. Nascido também negro e pobre, num país e num tempo racistas, desde a infância viu-se jogada às feras do show businnes, levado, segundo consta, pelas mãos de um pai de poucos escrúpulos. Com os irmãos, no grupo Jackson Five, conheceu o sucesso e a glória. A carreira solo foi conseqüência natural do seu talento. A solidão também.
Michael não decifrou seu próprio enigma e foi sendo, aos poucos, devorado. O brilho da sua arte compensava, ofuscava seus problemas pessoais. Movimentava milhões de dólares no bilionário mundo da música pop. Se não inventou o vídeoclip, Michael Jackson o colocou na categoria de espetáculo definitivo. Dois momentos ficaram, como registro indiscutível do seu talento: a coreografia de Triller e a montagem feita com imagens de uma de suas turnês sobre a cantata Carmina Burana. Fantásticos!
Mas, aos poucos, o processo autofágico de Michael Jackson foi ficando visível em seu próprio corpo. Começou por devorar o seu rosto, estendeu-se pela pele, os cabelos, digeriu a sua cor. Vitiligo, acidente, queimadura, erro médico, muitas hipótese e especulações. Pouco importa. O que impressiona é comparar a foto do astro, aos onze anos, no início da carreira, e a imagem grotesca dos últimos tempos.
Acuado, cada vez mais estranho e amalucado, isolou-se numa mansão que chamou de “Never Land”, a Terra do Nunca, onde, qual moderno Peter Pan, recusava-se a crescer ou, mais provavelmente, buscava resgatar a criança que nunca pode ser.
Vieram os escândalos, as acusações, os processos. Casou-se, curiosamente, com a filha de um outro “devorado”, Priscila Presley, filha de Elvis. Descasou-se, casou-se novamente, teve filhos. O que nunca teve foi paz e sossego.
Na outra ponta da notícia liderou campanhas beneficentes e gravou, com os melhores artistas do mundo, o maior sucesso entre as músicas chamadas beneficentes: “We are the world”, em favor dos famintos da África.
Paradoxalmente, Michael Jackson, que alimentou a fantasia de tantos, morreu de fome de si mesmo, depois de se devorar. Ainda engatinhando, morreu às duas da tarde da vida, tentando caminhar sobre dois pés. Sua arte fica. O enigma também.
Diante dele, duas certezas: primeira; não se devorou sozinho. Todos nós, ávidos e vorazes, tiramos nossa casquinha, cortamos nossa fatia de curiosidade mórbida.
Segundo; não existe sucesso a qualquer custo. O custo, às vezes, pode ser alto demais. Pode custar não apenas a morte. Pode cobrar o preço de toda uma vida.

Eduardo Machado
26/06/2009

22.6.09

DEUS CRIANÇA

Num meio-dia de fim de primavera,
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra
Tornado outra vez menino.
Tinha fugido do céu.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo,
Com flores e árvores e pedras.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas.
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão,
E olha devagar para elas.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
Ao fim do dia eu conto-lhe histórias
das cousas só dos homens.

Alberto Caeiro

18.6.09

Ao Redor da Mesa

Ao redor da mesa,
nos alimentamos do pão de cada dia;
das inseparáveis companhias
e compartilhamos a festa da amizade e do amor.

Ao redor da mesa,
em silêncio, compartilhamos a oração;
os sentimentos de gratidão
e os oferecemos ao Pai pelas conquistas.

Ao redor da mesa,
entre os afetos, os afagos de fraternidade...
Celebramos a sorte que nos contempla até esta idade,
sobretudo, o conforto da fé em nossas vidas.


JBatista. 18.06.09

A Vida - (Mario Quintana)

A vida é o dever que nós trouxemos
para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já se passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dada, um dia, outra oportunidade,
eu nem olharia o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando,
pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas...

10.6.09

Sermão da Montanha

Mahatma Ghandi afirmou certa vez: ..."Mesmo que tudo se destrua e dasapareça sobre a face da terra, daquilo que a humanidade criou, se for preservado o Sermão da Montanha, a Humanidade ainda terá a chance de um recomeço, na perspectiva de completar o seu aprendizado, e da busca de sua perfeição".


O Sermão da Montanha é um longo discurso de Jesus Cristo, cuja leitura pode ser feita no Evangelho de São Mateus, mais precisamente nos capítulos 5 a 7.


Muito provavelmente, resulta da reunião de intervenções ocorridas em momentos distintos. Nestes discursos, Jesus Cristo profere lições de conduta e moral, ditando os princípios que Normam e orientam a verdadeira vida cristã, uma vida que conduz a humanidade ao Reino de Deus e que põe em prática a vontade de Deus, que leva à verdadeira libertação do homem. Estes discursos podem ser considerados por isso como um resumo dos ensinamentos de Jesus a respeito do Reino de Deus, do acesso ao Reino e da transformação que esse Reino produz.


Além de importantes princípios ético-morais, pode-se notar grandes revelações, pois aquilo que muitas vezes é tido por ruim, por desagradável, diante de Deus é o que realmente vai levar muitos à verdadeira felicidade. Esta passagem forma um paradoxo, contrariando a idéia de muitos e mais uma vez mostrando que "...'Deus não vê como o homem vê, o homem vê a aparência, mas Deus sonda o coração".


No Sermão da Montanha, o evangelho de São Mateus está a apresentar Jesus Cristo como o novo Moisés, daí o discurso ser proferido numa montanha (certamente, apenas uma colina), porque Moisés tinha recebido os 10 Mandamentos na montanha do Sinai. Mas, Jesus não veio para abolir a lei ou os Profetas, mas sim levá-los à perfeição na sua íntegra


Partes e ensinamentos importantes do Sermão
- Introdução narrativa -


Na introdução narrativa, o evangelista descreve que Jesus, vendo aquelas multidões, subiu à montanha e sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele, e é aí que Ele começou a pregar o seu famoso sermão ao ar livre.

As Bem-aventuranças:

As Bem-aventuranças são o anúncio da verdadeira felicidade, porque proclamam a verdadeira e plena libertação, e não o conformismo ou a alienação. Elas anunciam a vinda do Reino de Deus através da palavra e ação de Jesus, que tornam a justiça divina presente no mundo. A verdadeira justiça para aqueles que são inúteis, pobres ou incômodos para uma estrutura de sociedade baseada na riqueza que explora e no poder que oprime. As Bem-aventuranças revela também o caráter das pessoas que pertencem ao Reino de Deus, exortando as pessoas a seguir este caráter exemplar.


Resumindo e usando as palavras do Catecismo da Igreja Católica (CIC), as bem-aventuranças nos ensinam o fim último, ao qual Deus nos chama: o Reino de Deus, a visão de Deus, a participação na natureza divina, a vida eterna, a filiação divina, o repouso em Deus.


"Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós”.


Sal da terra, luz do mundo:

Jesus, através das metáforas de Sal e de Luz, revela a enorme força do testemunho e a importante função dos discípulos, especialmente dos pregadores, que é sobretudo preservar e proteger a humanidade contra as influências malignas da corrupção e da maldade (a função do Sal) e dar a humanidade a conhecer, através da sua fé e seu bom exemplo iluminadores, o caminho da salvação(a função da Luz).

“Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do algueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus”.


Reinterpretação da Lei de Deus:

Jesus revaloriza e reinterpreta, por vezes parecendo anti-ética (mas, na realidade não é), da Lei de Deus na sua íntegra, particularmente dos 10 Mandamentos, tendo por objetivo levá-los à perfeição.


“Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos Céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos Céus. Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus e, não entrareis no Reino dos Céus”.


Durante esta longa reinterpretação, Jesus exorta as pessoas a não ofender o seu próprio irmão e, se tal acontecer, buscarem uma reconciliação com ele (o ofendido) o mais cedo possível, deixando, se for necessário, a oferta diante do altar para ir primeiro fazer as pazes com o irmão e pedir o seu perdão pelas ofensas cometidas.

Jesus amplia o conceito de adultério, afirmando que todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração, e opõe-se ao divórcio, ensinando que todo aquele que rejeita sua mulher, a faz tornar-se adúltera, a não ser que se trate de matrimonio falso; e todo aquele que desposa uma mulher rejeitada comete um adultério, defendendo e acentuando assim a indissolubilidade de união conjugal.

Jesus apela também para não resistir ao mau, querendo isto dizer que, na medida dos possíveis, não devemos resistir fisicamente às agressões (se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra), mas também não devemos replicar no momento ou posteriormente em tribunal, os golpes sofridos, revogando assim a famosa Lei do Talião que defende a vingança a retaliação. Ele exorta também para dar a quem te pede e não te desvies daquele que te quer pedir emprestado.

No fim desta reinterpretação da Lei de Deus feita por Jesus, Ele apela aos homens para, se eles quiserem ser os verdadeiros filhos de Deus, amar não só o seu próximo, mas também os seus inimigos, fazendo bem aos que vos odeiam e orando pelos que vos maltratam e perseguem, tal como Deus, que faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. No fim, Jesus exorta para todos os homens, com esta prática de amor incondicional e supremo (uma das idéias - chave do Cristianismo) serem perfeitos, tal como Deus Pai, que é também perfeito).

3.6.09

Paradoxos do Nosso Tempo

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos
freqüentemente. Nós bebemos demais, gastamos sem critérios.

Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde,acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV
demais e raramente estamos com Deus.


Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores,
mas pouquíssimas melhores.


Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.


Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.


Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.


Essa é a era de dois empregos, vários divórcios,
casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas,
dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Pois, lembre-se de passar mais tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, seus amigos,pois lhe custa pouco e alivia a alma. Sempre lhes dê um beijo e lhes digam uma frase carinhosa ao se despedir, pois pode ser a última vez que as tenham próximas.


Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama e acredite que ser feliz é valorizar o simples e
seguir na linha das soluções pelo sempre oculto óbvio.


G. Carlin

1.6.09

Bob Marley

" Enquanto prevalecer
entre os povos, a cor da pele,
e não o brilho do olhar;
estaremos sempre em guerra ".

Bob Marley

Desejos

Desejo a Glória;
não a que vem através das armas,
sim, simplesmente do respeito!

Desejo a Vitória;
não das armas,
mas sim, da grandeza do Perdão!