20.7.16

INVICTUS - Poema e Filme




UMA PEQUENA HISTÓRIA SOBRE O POEMA INVICTUS, escrito em 1875 pelo britânico William Ernest Henley e que inspirou Nelson Mandela líder sul africano quando aprisionado em Robben Island na sua luta contra o Apartheid.  

Inspirador também do filme Invictus, baseado em fatos reais, mostra a importância do líder Nelson Mandela e relata como o esporte foi um fator essencial para união de brancos e negros na África do Sul após o Apartheid  um regime político segregacionista que privava os negros de direitos e considerava os brancos como os únicos cidadãos do país.

Dirigido por Clint Eastwood, o longa de 2009 começa anunciando a libertação de Nelson Mandela, uma figura de resistência contra o apartheid – ele havia sido preso e cumpriu pena de 27 anos. Em 1994, Mandela é o primeiro presidente negro eleito no país e gera desconfiança de toda população branca.

Quebrando paradigmas, ele atua politicamente em favor da união das raças, sem privilégios e vinganças. O filme faz uma representação muito próxima do apoio e uso do esporte para resgatar um sentimento de nacionalidade e alcançar uma relação de respeito e normalidade entre os sul-africanos.

J. Carvalho


"Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma". É difícil mensurar quantas vezes esses versos foram repetidos na literatura, no cinema ou em discursos inspiradores. 
Mais de um século após ser escrito, o poema "Invictus", do britânico William Ernest Henley continua fascinando e influenciando pessoas em todo o mundo. Certamente, Henley, o mais velho de seis filhos, não imaginou que tanto tempo depois suas palavras - escritas em 1875 - inspirariam um personagem importante da história não só da África, mas mundial: Nelson Mandela. 

Quando aprisionado em Robben Island, onde cumpria pena de trabalhos forçados, o líder sul-africano, símbolo da luta contra o Apartheid, encontrou nas palavras de Henley a esperança e a força necessárias para manter-se vivo. Mandela conta que toda vez que começava a esmorecer, lia e relia o texto, em busca de um "companheiro" para a dor.  O professor de literatura inglesa Marion Hoctor, em entrevista a CNN, explicou que o poema representa o humanismo secular, o espírito da época vitoriana, a ascensão de Darwin e as ciências como um desafio ao pensamento tradicional e criacionismo. 

"Invictus" é a inspiração para o filme homônimo, de Clint Eastwood. Em outro momento de protagonismo, os versos do inglês foram as últimas palavras de Timothy McVeigh, soldado americano condenado à morte por ataque terrorista que deixou 168 mortos na cidade de Oklahoma, Estados Unidos. 

Invictus 
Dentro da noite que me rodeia
Negra como um poço de lado a lado
Agradeço aos deuses que existem
por minha alma indomável

Sob as garras cruéis das circunstâncias
eu não tremo e nem me desespero
Sob os duros golpes do acaso
Minha cabeça sangra, mas continua erguida

Mais além deste lugar de lágrimas e ira,
Jazem os horrores da sombra.
Mas a ameaça dos anos,
Me encontra e me encontrará, sem medo.

Não importa quão estreito o portão
Quão repletade castigo a sentença,
Eu sou o senhor de meu destino
Eu sou o capitão de minha alma.

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