21.7.17

Verve Chapliniana

Despertei
com a verve chapliniana
ciente da impermanência
de tudo neste mundo cruel

J.Carvalho


20.7.17

Verve Suassuniana

Nesta noite
adormecerei sob a verve
Suassuniana:
nem tanto otimista tolo
nem pessimista chato
apenas um esperançoso
pragmático

J.Carvalho



18.7.17

Verve Pessoniana

Hoje despertei com a verve
Pessoaniana
só que não menti completamente
nem finge nenhuma dor
disse tudo desbragadamente
o que devia
e até o que não.

J.Carvalho




AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
Fernando Pessoa

Verve Drumondiana

Hoje acordei
com a verve
Drumondiana
só que chutei
todas as pedras
que vi pelo caminho.

J.Carvalho


No Meio do Caminho



No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra

Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra


Carlos Drumond de Andrade



14.7.17

Espero




Espero
não me apresso
guardo o zelo à paciência

Espero na ciência ao apreço
ao tempo que nos pedes
pois há a leveza no acontecimento

Espero
não desespero e canto no meu silêncio
a canção do amor que há tempos pra ti guardei

Pois sempre acontece o tempo certo
como nas notas de um conserto harmônico de vida
que por dias e anos preparei

J.Carvalho 

11.7.17

Súplica





E se tiveres hoje
que pedir ao PAI
peça respeito aos direitos
Peça amor
e sobretudo peça
o gozo da paz!

J.Carvalho

10.7.17

OURO PRETO 306 Anos



07/07/2017 / - 306 Anos de Ouro Preto.

Ouro Preto
O que mais dizer de ti
O que mais viver na tua história
No teu coração de memória inconfidente

Passagens incongruentes
Convergentes noites gloriosas
Desejos em segredos consequentes
Sob a lua que te abraça majestosa

J.Carvalho

5.7.17

Angústias e Boleros



Navego em silhuetas azuis
levezas de ondas do amor 
a fuga atroz de um lugar
enquanto espero
angústia  viva,
sombras e boleros

Navego por oceanos distantes
sinto fundamentais os sentimentos
preparo âncoras de beijos
em inesquecíveis momentos

acomodam-se paixões
que nos arrebatam a cada instante
semblantes de vida em resgates
em flashs felizes, sorrisos e orações
há sinais de alegria que permanecem
ícones de amores que em si restabelecem.


J. Carvalho









3.7.17

Ai quem Me Dera







Ai, quem me dera terminasse a espera
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim
Ai, quem me dera ver morrrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor
Ai, quem me dera uma manhã feliz
Ai, quem me dera uma estação de amor
Ah, se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem casais
Ai, quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim
Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E, finda a espera, ouvir na primavera
Alguém chamar por mim

Vinícius de Morais

5.6.17

Amanhã




Adiamento



Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-rne para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...

Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei. Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...

O porvir...
Sim, o porvir...

31.5.17

SANGRA



Sangra em tuas veias abertas oh!
Meu país
Sangra de humilhação
Transgressão e desprezo
Sangra de ódio, na escuridão da falta de perspectiva
Sangra de medo!
Sangra e sugam os marginais,
Toda a tua seiva
Bebem da tua fartura
Estupram tuas carnes e entranhas
Te dilaceram, desidratam e menosprezam
Te abandonam, te condenam ao fracasso

Sangra no horror do escárnio
Sangra no teu amor maculado
Sangra e te abandonam na sarjeta dos degredados
Sangra e teu sangue serve às grafias impressas
São takes nas imagens dos programas e jornais
Sangra nos descasos dos facciosos congressos
Nas manipulações judiciais
Sangra  por escassez de lideranças e triunfo das nulidades
Sangra por vias diretas e no viés das marginais
Sangra ao contemplar o êxito de tantas iniquidades.
J. Carvalho 




23.5.17

Tão Vís!

Por que
Serem tão vís
Maculados
Desonestos
Desprovidos de Caráter
Os seus
Poderes
Oh! Meu País?!

8.5.17

MÃE por CDA




Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade

24.3.17

ODE AOS SENTIMENTOS




Os Sentimentos Humanos certo dia se reuniram para brincar. Depois que o Tédio bocejou três vezes porque a Indecisão não chegava a conclusão nenhuma e a Desconfiança estava tomando conta, a Loucura propôs que brincassem de esconde-esconde. A Curiosidade quis saber todos os detalhes do jogo, e a Intriga começou a cochichar com os outros que certamente alguém ali iria trapacear.

O Entusiasmo saltou de contentamento e convenceu a Dúvida e Apatia, ainda sentadas num canto, a entrarem no jogo. A Verdade achou que isso de esconder não estava com nada, a Arrogância fez cara de desdém pois a idéia não tinha sido dela, e o Medo preferiu não se arriscar: “Ah, gente, vamos deixar tudo como esta”, e como sempre perder a oportunidade de ser feliz.

A primeira a se esconder foi a Preguiça, deixando-se cair no chão atrás de uma pedra, ali mesmo onde estava. O Otimismo escondeu-se no arco-íris, e a Inveja se ocultou junto a Hipocrisia, que sorrindo fingidamente atrás de uma arvore estava odiando tudo aquilo.

A Generosidade quase não conseguia se esconder porque era grande, e ainda queria abrigar meio mundo, a Culpa ficou paralisada pois já estava mais do que escondida em si mesma, a Sensualidade se estendeu ao sol num lugar bonito e secreto para saborear o que a vida lhe oferecia, porque não era nem boba nem frígida; o Egoísmo achou um lugar perfeito onde não cabia ninguém mais.

A Mentira disse para Inocência que ia se esconder no fundo do oceano, onde a inocente acabou afogada, a Paixão meteu-se na cratera de um vulcão ativo, e o Esquecimento já nem sabia o que estava fazendo ali.

Depois de contar 99 a Loucura começou a procurar.
Achou um, achou outro, mas ao remexer num arbusto espesso ouviu um gemido: era o Amor, com os olhos furados pelos espinhos.

A loucura o tomou pelo braço e seguiu com ele, espalhando beleza pelo mundo. Desde então o Amor é cego e a Loucura o acompanha.
Juntos fazem a vida valer a pena.

Lya Luft

21.3.17

Carlos Drummond de Andrade por ele mesmo (Poemas)





ESCUTE DRUMOND POR ELE MESMO NESTE DIA INTERNACIONAL DA POESIA.


História:
O Dia Mundial da Poesia celebra-se todos os anos a 21 de março.
A data foi criada na 30ª Conferência Geral da UNESCO a 16 de novembro de 1999.
Este Dia Mundial da Poesia celebra a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação. A data visa fazer uma reflexão sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades criativas de cada pessoa. Neste dia realizam-se várias atividades pelo país, sobretudo nas escolas, bibliotecas e espaços culturais.
A poesia contribui para a diversidade criativa, usando as palavras e os nossos modos de perceção e de compreensão do mundo.
Poesia em Portugal
A história portuguesa apresenta muitos poetas cuja obra literária é mundialmente conhecida. Luís de Camões, Fernando Pessoa, António Nobre, Florbela Espanca, José Régio, Natália Correia, Eugénio de Andrade, Cesário Verde, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner Andersen, são alguns dos poetas portugueses mais conhecidos.

Sugestões de atividades: No Dia Mundial da Poesia pode:
.escrever um poema sobre o que sente
.escrever poemas com os amigos
.declamar poemas
.reler os poetas e os poemas preferidos
.colocar poemas em música
.assistir a encontros de poetas
.assistir a filmes sobre poetas
.dizer às pessoas o que sente por elas
.fazer de cada gesto um poema

A 21 de março celebra-se também o Dia Mundial da Árvore. Pode construir uma árvore com folhas de poemas, por exemplo. Ou escrever um poema sobre uma árvore
.
J.Carvalho

Paulo Autran - Poemas (Poesia Declamada)





16.3.17

MUCURIPE -Roberto Carlos, Fagner



UM MOMENTO SUBLIME

A Riqueza dialética da letra,
A harmonia e as vozes de Roberto e Fagner
fazem desta composição a obra prima de sua carreira.
Segundo o autor,  ela teria sido feita para Roberto Carlos gravar.

J.Carvlaho

13.3.17

Vander Lee - Do Brasil



Inspirado nessa bela canção denúncia de Vander Lee  "Do Brasil", fiz este poema que serve como homenagem ao meu ídolo e amigo que se foi tão precocemente.


PAÍS dos ABSURDOS
No país das Ignomínias
das tramas, máculas, desperdícios,
um país de homens sem juízo
dos horrores, dos favores vís
do contraditório e do imoral
No país da fartura
dos paradóxos
país dos vícios
dos agrotóxicos
das contaminações contínuas
País de muitos planos e leis
que não se efetivam
sem vigília pouco se aplicam
que retardam avanços
nas cidades e campos
País dos projetos insanos
que não aponta caminhos
só destroem os ninhos
que poderiam garantir
o meu, o teu, o nosso futuro.
País dos Absurdos!
J. Carvalho

8.3.17

MINAS É MAIS - (No Jornal Vossa Senhoria)



O MENOR JORNAL DO MUNDO,  o VOSSA SENHORIA, neste março/2017 mês da poesia, me contemplou com a publicação, parte dos versos do meu poema "Minas é Mais",  por ser impossível pela dimensão do jornal que é de epenas de 3,5 por 2,5 cm, de o fazer na íntegra. Muito me honrou a postagem. Segue o poema na sua integridade:



Minas é mais

Minas não é só

Não é só esse credo

Essa imensa cruz de ferro

Esse vaievém perverso

Do trem  que leva pra longe a montanha.


J. Carvalho



SOBRE O  VOSSA SENHORIA:  

Um jornal que já foi reconhecido pelo "Guinness World Records", o livro dos recordes, como o menor do mundo e que teve sua publicação interrompida por várias vezes desde o lançamento, há 81 anos, voltou a circular no mês de agosto/2016,  em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas. 
Com 3,5 centímetros e altura e 2,5 centímetros de largura, o "Vossa Senhoria" foi relançado no dia 20 de agosto/16, às 10h, no Teatro Municipal Usina Gravatá, dentro da programação da Festa Literária de Divinópolis (Flid). A publicação será mensal e a tiragem inicial será de mil exemplares, que deverão ser distribuídos em várias cidades mineiras e também em São Paulo. Os editores esperam poder enviar cópias a antigos assinantes que moram em várias partes do Brasil.
O "Vossa Senhoria" foi fundado em 18 de agosto de 1935 em Goiás (GO). A ideia ganhou o papel pelas mãos do gráfico e jornalista mineiro de Uberlândia Leônidas Schwindt. O tamanho original era nove por seis centímetros, passando depois para dez por sete centímetros, sempre com conteúdo político crítico, o que chegou a lhe render censura do governo federal em 1955, quando o país esteve sob estado de sítio.


6.3.17








Se eu conversasse com Deus
Iria lhe perguntar:
Por que é que sofremos tanto
Quando viemos pra cá?
Que dívida é essa
Que a gente tem que morrer pra pagar?
Perguntaria também
Como é que ele é feito
Que não dorme, que não come
E assim vive satisfeito.
Por que foi que ele não fez
A gente do mesmo jeito?
Por que existem uns felizes
E outros que sofrem tanto?
Nascemos do mesmo jeito,
Moramos no mesmo canto.
Quem foi temperar o choro
E acabou salgando o pranto?”



(Leandro Gomes de Barros, poeta paraibano)

24.2.17

ONDE VOCE ESTAVA QUANDO TUDO ACABOU?


Eu por aqui nos campos e serrados das Gerais sob as bençãos do Pai. E você por onde andavas? Você que só faz a leitura sublinhando apenas o que afirmo e bate direto no underground politico do presente e do passado dos desgovernos que nos atropelam e maltratam e ainda advogam alegando defesa da democracia?...

Ora, o nosso país nunca teve grandes administrações por escassez claras de homens probos na administração pública, raros diria, sempre com arranjos maculosos para usurpar o bem maior dos recursos da nação, sejam naturais e/ou financeiro, após 20 anos de uma perversa Ditadura. Teve sim administradores cuja presidência caíram nos seus colos e outros derivados disso, exemplo de SARNEY, ITAMAR FRANCO e FHC que foi seu Ministro da Fazenda, todos frágeis, mas que resolveram graves crises politicas e econômicas...

Veio a era LULA, que nos deu a impressão que iriamos ao JARDIM do EDEN, puro engano decolou num voo célere e aterrisou no limbo igual ou pior a outros anteriores. Se mostrou frágil e se deixou contaminar com o A MOSCA AZUL DO PODER, e com o LODO que vc conhece bem. Pior foi doar todos os seus créditos políticos, seu maior erro reconhecido até por seu grande amigo e conselheiro FREI BETO que muito admiro; Leia o artigo "NÓS ERRAMOS" um pequeno trecho: "Fomos contaminados pela direita. Aceitamos a adulação de seus empresários; usufruímos de suas mordomias; fizemos do poder um trampolim para a ascensão social. Trocamos um projeto de Brasil por um projeto de poder. Ganhar eleições se tornou mais importante que promover mudanças através da mobilização dos movimentos sociais. Iludidos, acatamos uma concepção burguesa de Estado, como se ele não pudesse ser uma ferramenta em mãos das forças populares, e merecesse sempre ser aparelhado pela elite. Agora chegou a fatura dos erros cometidos. Nas ruas do país, a reação ao golpe não teve força para evitá-lo".

- Acreditar que O PT poderia entregar a administração de um país complexo pra neófita política Dilma Rousseff sem preparo, sem jogo de cintura, sem ter passado ao menos pela experiência de ter sido eleita vereadora de algum município deste imenso e complexo país, para pegar algum traquejo que exije o jogo perverso da política. Entregou-lhe a faixa o Criador, conseguiu se arrastar por 3 anos e meio já na metade do último já não respirava, mas ainda metade do leitorado apostou na força Política do Lula, mesmo sabendo do Mensalão e de fatos de odores peçonhentos que ainda virão porai na Lavajato sob a sua assinatura e da senhora Dilma;

Ela assumiu o segundo mandato e foi o desastre que todos nós estamos amargando por equivocos da imaturidade politica e da irresponsabilidade de seu criador e do seu partido que nem mesmo comungava com ela, entenderam que poderiam governar dando as costas para o congresso e chamando para arena os velhos ratos PMDBistas que os derrubaram e que chegaria em 2018 pra passar o bastão ao criador. Taí a obra para horror de todos nós brasileiros, não adianta apenas comparar se a gang das denúncias que tanto evidencia o SERGIO MACHADO delator, o Cearense forte do PMDB e diretor da TRANSPETRO, o homem das mansões sobre as Dunas no paraíso de Fortaleza que diz saber de tudo e gravava os "amigos" nas reuniões da grande trama nacional já presentindo que precisaria amenizar sua pena com delações premiadas que não tardaria; já contou tudo na Lavajato. A exemplo desse vem BUMLAI, JBS, OAS, ODEBRECHT, mais atrás tem DUDA MENDONÇA, Tem DANIEL DANTAS, e suas tramas até hoje mal contadas nas grandes negociatas sob a batuta do seu banco OPORTUNITTY e outros que muitos afirmam quem foram seus beneficiarios dos grandes volumes nas trasações com as Teles,enfim, todos tramando e trabalhando contra todos nós.

Um dia nos revelarão os grandes segredos desse redomoinho insano que nos devora e apavora a todos, nos apequenando e ridicularizando, sejamos ricos ou pobres, sonhadores ou céticos, esquerda, centro ou direita, devoram-nos a todos!

Frei Beto - Uma vez afirmou em palestra não me lembro bem, ou se em postagens de amigos no face que nos ensinou o seguinte: "Nossa geração lutou tanto por liberdade, dignidade, contra uma ditadura cruel, que quando chegamos lá, em 2003, imaginamos que essas conquistas viriam dentro do nosso tempo histórico.

Eduardo Machado: " Hoje sei que não vou fazer parte da colheita, mas não abro mão de morrer semente...".


J.Carvalho

10.2.17

Congresso Internacional do Medo




Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.

Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,

existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,

o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,

cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo

e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas

Carlos Drumond de Andrade

7.2.17

A FORÇA TRANSFORMADORA 

Houve uma reunião em uma marcenaria, onde as ferramentas se juntaram para acertar suas diferenças. O martelo estava exercendo a presidência, mas os participantes o notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia barulho demais e além disso passava o tempo todo golpeando.

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque o parafuso concordou, mas por sua vez pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.

A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito. Nesse momento entrou o marceneiro, juntou todos e iniciou o seu trabalho.

Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu em um fino móvel. Quando a marcenaria ficou novamente sem ninguém, a assembleia recomeçou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:

- Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o marceneiro trabalha com nossas qualidades, ressaltando nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos e concentremo-nos em nossos pontos fortes.

Então a assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limpar e afinar asperezas e o metro era preciso e exato. Então se sentiram como uma equipe capaz de produzir belos móveis da mais alta qualidade e uma grande alegria tomou conta de todos pela oportunidade de trabalhar juntos.

O mesmo ocorre com os seres humanos. Basta observar. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação fica tensa e negativa. Ao contrário, quando se buscam com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas. É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades, isso é para os sábios!

J.Carvalho